sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Gravidez na adolescência

Para o Brasil sair da condição de emergente para desenvolvido, é necessário que o Estado desenvolva a área econômica e, também, as questões sociais. Acontece, entretanto, que, em relação à sociedade, ainda existem problemas que impedem o seu progresso, visto que eles intensificam as disparidades existentes entre os cidadãos. A gravidez na adolescência, por exemplo, é um deles, já que antecipa etapas da vida da jovem gestante, pois dificulta a continuidade dos estudos e outros fatos devido aos cuidados dedicados à criança.

Embora jovens grávidas encontrem-se presentes em todas as classes sociais, percebe-se que elas fazem, majoritariamente, parte da população pobre. Nas favelas, o ambiente influenciado negativamente pela violência e pelo tráfico de drogas intensifica o problema, pois dificultam perspectivas de um futuro melhor por parte de seus moradores. As jovens desses locais marginalizados, na maioria do casos, não possuem acesso a um planejamento familiar adequado e, por consequência, engravidam diversas vezes sem levar em consideração o atual custo de vida dos grandes centros urbanos. Além disso, muitas delas "depositam" na gestações esperanças de melhorias de vida, já que os recém-nascidos possibilitarão a participação delas de programas sociais como o Brasil Carinhoso, aumentando, assim, a renda familiar.

Ressalta-se, entretanto, que esse problema não é responsabilidade única do Estado. Os postos de saúde do país proporcionam aos cidadãos consultas com ginecologistas e preservativos gratuitos, que contribuem para evitar gestações indesejadas. Além disso, nas escolas, na área da Biologia, os métodos contraceptivos são ressaltados nas aulas de reprodução humana. Conclui-se, logo, que não faltam informações relacionadas a questões sexuais à população.

É importante, para amenizar ou mesmo resolver o problema, que as autoridades ampliem o auxílio social à população para que os indivíduos possam planejar melhor a questão familiar, através, por exemplo, de uma educação sexual eficiente. É preciso, também, que os cidadãos se conscientizem de que o melhor para uma jovem seria que ela terminasse seus estudos e conseguisse um emprego para assim construir a sua vida e conseguir proporcionar uma vida digna a seu futuro filho.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A atual situação da ONU

Percebe-se, nos dias de hoje, que a atuação da Organização das Nações Unidas (criada após o final da Segunda Guerra Mundial), no que concerne ao estabelecimento da paz mundial, é limitada.

O Conselho de Segurança, por exemplo, é formado por membros permanentes e por membros não permanentes, como o Brasil. É importante ressaltar, ainda, que os membros fixos são as mesmas nações que  saíram vitoriosas da Segunda Guerra. Esse fato, dessa forma, já mostra um certo desequilíbrio em relação aos membros, pois apenas países "tradicionais" considerados potências militares e econômicas são denominados integrantes fixos. Além disso, esses membros possuem poder de veto, se algum deles não concordar com tal medida, como os EUA em relação a participação palestina na ONU, ela não será aceita.

Ressalta-se, ainda, que a ONU não tem capacidade para aplicar as determinações declaradas da Carta das Nações Unidas. A existência de países com regimes políticos autoritários, por exemplo, mostra que ainda existem diversas populações vivendo sob condições lamentáveis. Além disso, a igualdade social em escala mundial é apenas uma teoria, visto que ainda existem milhares de pessoas passado fome (como os habitantes da África Subsaariana), sofrendo preconceitos, etc.

Embora, alguns indícios de autonomia da organização tenham sido evidenciados, como o caso de não apoio à Segunda Guerra do Golfo, é perceptível que a atuação da ONU é altamente influenciada pela opinião norteamericana, já que essa nação é a atual potência econômica e militar da atualidade e também foi a principal fundadora da ornganização.

Conclui-se, dessa forma, que a ONU, na maioria das vezes, age conforme os interesses das potências mundiais, principalmente as que formam o Conselho de Segurança. Compreende-se, assim, que é difícil existir um mundo equilibrado e igual para todos enquanto a paz mundial for monopolizada e os mecanismos de mudança social forem controlados por uma minoria.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Reflexões sobre Obama e seu (primeiro) governo.

A maior potência mundial, EUA, governada durante quatro anos e após as eleições de ontem, mais 4 anos, por Obama, teve seus pontos positivos e seus pontos negativos. Diante disso, queria ressaltar minha opinião a respeito do assunto aqui no blog.

Primeiramente, a eleição de um homem negro nos EUA é um grande marco, visto que o país foi e ainda é, em menor escala, marcado pelo racismo no sul, devido a questões históricas que envolvem escravidão e à antiga emergência de grupos que exaltam a supremacia branca em detrimento da valorização dos grupos afrodescendentes. Nota-se, assim, que a eleição de Obama demonstrou que uma parte da população já não é tão conservadora e que, consequentemente, não apoia a desigualdade racial.

Obama herdou um país turbulento, problemático e prestes a entrar numa crise em decorrência do governo passado: o de Bush filho. A crise financeira de 2008 explodiu justamente durante o governo do atual presidente, mas também teve origens no passado, já que os excessivos gastos militares impediam que o governo destinasse mais recursos financeiros a questões internas. Dessa forma, com a expansão do crédito à classe média, os bancos esperavam por prosperidade econômica, o que de fato não ocorreu, já que, com o enrijecimento das medidas de crédito, como o aumento dos juros, a população não pode pagar duas dívidas, principalmente no setor imobiliário, gerando a crise. Obama, assim, tentou conter a "onda" de consequências que o país enfrentaria, mas não obteve os resultados esperados.

Com a crise, a economia retrocedeu. Esse fato gerou insatisfação na população. Aliada a esse problema, ainda há a questão de que o governo estava gastando verbas consideráveis com a questão militar, enquanto a população padecia com os efeitos da crise: pessoas sem casas, cidadãos desempregados e com dívidas exorbitantes, além da falência dos bancos.

Percebe-se, ainda, que ocorreu a retirada das tropas norteamericanas do Iraque afirmando que essa nação estava em condições adequadas de segurança e paz de prosseguir seu governo, o que é uma mentira, já que a violência persiste e problemas como o da minoria étnica curda que não possui um local definido e que foi cruelmente reprimida durante o governo de Saddam Hussein ainda existem. Há, também, a questão do Afeganistão, que os americanos invadiram acreditando que o país abrigava o terrorista Osama Bin Laden e violaram princípios importantes como a soberania das nações. Aliás, a morte do tal terrorista da Al Qaeda ocorreu durante o governo Obama, o que, certamente, favoreceu sua reeleição.

Nota-se, também, que o governo não fechou a prisão de Guantánamo, um local em que a democracia praticamente não existe, devido às torturas e prisões arbitrárias características do lugar. É importante, também, lembrar que o embargo norteamericano à nação cubana permanece, embora algumas medidas tenham sido permitidas como a viagem de cidadãos dos EUA descendentes de cubanos, principalmente da Flórida, a Cuba, que continua expulsa da OEA e com problemas socioeconômicos desde o fim da URSS.

Pode-se considerar, ainda, que, quanto à saúde, o governo Obama deu alguns passos positivos. Já que no país não existe sistema público de saúde como o do Brasil, o SUS, e que os procedimentos médicos não são baratos, principalmente, para a população pobre e para os idosos que necessitam constantemente de cuidados médicos devido às suas naturais condições físicas. Os planos Medicare, para os mais velhos, e Medicaid, para os cidadãos que vivem abaixo da linha da pobreza, são, dessa maneira, planos louváveis, já que a saúde é um fator essencial parar o bem-estar da nação.

É necessário, também, ressaltar que Obama foi mais habilidoso com a questão da imigração, mesmo com a oposição dos republicanos. Seu governo, segundo ele mesmo, é um governo para todos. Ele sofre, entretanto, com a oposição que impede muitas vezes o andamento de seus projetos. E, além disso, quanto ao Brasil, o governo Obama tenta ser um país amigo, mas, ainda assim, algumas medidas norteamericanas não favorecem a economia brasileira e o país também está alerta quanto ao grande crescimento econômico chinês, ainda que seja um progresso sem glasnot, apenas uma perestroika. A China cresce de forma assustadora e pode até mesmo substituir os EUA quanto à hegemonia econômica mundial no futuro. É justamente essa possibilidade que deixa o governo norteamericano em alerta.

Percebe-se, assim, que o primeiro governo Obama teve os seus momentos positivos e os negativos. Vamos ver o que acontecerá nos próximos 4 anos.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A origem da crise financeira de 2008 e suas consequências

A grande oferta de crédito nos EUA favoreceu  financeiramente a classe média norteamericana. Essa oferta, porém, ampliou consideravelmente o número de indivíduos indo aos bancos e fez o mercado imobiliário crescer de forma assustadora. Esse falso sinal de prosperidade fez os cidadãos contraírem dívidas exorbitantes que não puderam ser pagas devido à repentina rigidez na economia bancária. Os bancos dessa forma, quebraram, pois os seus clientes não podiam pagar os imóveis que haviam adquirido, pois não possuíam condições financeiras suficientes. Essa crise imobiliária, dessa forma, abalou a economia norteamericana e, como os EUA são a grande potência mundial e o mundo globalizado é altamente interligado, muitos países sofreram.

Os desdobramentos da crise de 2008 tiveram consequências no Brasil: a economia sofreu uma desaceleração e alguns funcionários do país foram demitidos. Percebe-se, entretanto, que os efeitos dessa crise no território brasileiro não foram tão impactantes como no caso da Europa.
No território europeu, a crise "afundou de vez" a economia da Grécia, que já se encontrava extremamente comprometida. Na França a situação, embora um pouco melhor do que a Grécia, também não foi diferente. Há até chances de a própria Grécia sair da zona do euro. Além disso, os governos desse continente, para tentar conter os avanços da crise, adotam medidas de austeridade que revoltam a população, visto que ocorre redução de impostos, demissão de funcionários públicos e outros.

No caso da China, percebe-se que o país foi o que menos sofreu danos com os efeitos da crise, mesmo que sua economia tenha sofrido um retrocesso. Esse fato não é, porém, totalmente positivo, pois mesmo que essa redução no crescimento não tenha diminuído totalmente o nível de progresso chinês, uma simples diminuição significa menos exportações, por exemplo. Caso a China sofresse exageradamente com a crise, o mundo sofreria ainda mais, pois a China é uma potência mundial super atuante e parceira comercial de várias nações.

Nota-se, dessa forma, que o modelo neoliberal é inseguro, não sendo capaz de proporcionar estabilidade econômica a um país. Adotar esse regime econômico é perigoso, pois ele torna todos os seus adeptos interligados e consequentemente, frágeis, pois, se um deles sofrer danos econômicos graves ou mesmo falir, todos os outros também serão comprometidos. A crise financeira de 2008 é um exemplo, podendo, até mesmo ser comparada à Crise de 1929, que também abalou as estruturas econômicas europeias, embora o contexto histórico, social, tecnológico e político fosse diferente.

Rio+20 e outras conferências mundiais.... deram certo?

Diante de um quadro ambiental tão preocupante em escala mundial, seria importante que as potências mundiais em conjunto com os outros países se reunissem para amenizar ou tentar solucionar os atuais problemas através das conferências ambientais. O real impacto dessas reuniões, entretanto, é questionável, visto que elas não são uma novidade, já que foram iniciadas na segunda metade do século passado, e que ainda não apresentaram o resultado esperado.

No semestre passado, no Brasil, a Rio+20 não aconteceu conforme o que todos pensavam. Não se estabeleceu um fundo de garantia aos países pobres por parte das nações ricas para que eles possam aderir à economia verde. Além disso, não foram estabelecidas metas específicas para a redução da emissão de gases estufa. Será mesmo, que as nações participantes da conferência realmente estavam com intenções verdadeiras quanto à situação do planeta?

Percebe-se que o fracasso parcial da Rio+20 não é inédito. Certas conferências mais antigas, como a que ocorreu em Estocolmo e a Eco-92,  também não proporcionaram resultados satisfatórios. O motivo é simples: as nações desenvolvidas não querem abdicar de seus progressos socioeconômicos baseados na utilização de combustíveis fósseis, visto que a matriz energética mundial é monopolizada pela energia de origem fóssil, e que as potências emergentes não querem estagnar o seu crescimento.

O preço que se paga por essa valorização da economia (não verde) em detrimento do meio ambiente é alto e sofrido por todos, sejam eles culpados por essas ações antrópicas devastadoras ou não. A nação que mais sofre é a África, principalmente a Subsaariana, já que a população pobre não possui governos com condições econômicas favoráveis para adotar medidas de combate ao aquecimento global e suas consequências. Os países pobres dessa parte da África não possuem recursos suficientes para adotar políticas públicas que desenvolvam formas renováveis de energia, por exemplo.

Além disso, houve, também, a não ratificação dos EUA em relação ao Protocolo de Kyoto, que deveria ser analisado criteriosamente esse ano, mas foi adiado. Além disso, mesmo com a ocorrência da Rio+20, o Brasil presenciou a aprovação do novo Código Florestal que favoreceu a bancada ruralista em diversos pontos, ainda que tenham sido retificadas algumas partes.

Percebe-se, dessa forma, que, para mudar essa situação, é necessário que os países realmente queiram mudar o atual quadro ambiental, para assim, viabilizar a prática do desenvolvimento sustentável, garantindo assim, a conservação dos recursos naturais, a melhoria da natureza e a garantia de condições adequadas de vida às gerações futuras.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Reflexões sobre a... falsidade.

A falsidade é relativa. Um indivíduo pode ser considerado falso por uma pessoa e não ser por outra. O que acontece é que, durante a nossa vida, sempre encontraremos pessoas de personalidades e intenções questionáveis e, na maioria das vezes, é difícil perceber a falsidade antes que soframos alguma decepção em decorrência dela.

A falsidade sempre é motivada por algo. Uma de suas causas, a principal delas, na minha opinião, é a inveja.       O ser humano parece ter um complexo de inferioridade bem ativo, pois, para ele "a grama do vizinho é (sempre será) mais verde." Dessa forma, os invejosos, na maioria das vezes, descontam suas frustrações em pessoas que não fazem parte de seus problemas, gerando, assim, relações interpessoais caracterizadas pela falsa noção de harmonia.

Outro fator que fortalece a falsidade é a "utilização" de pessoas para o favorecimento de outras. Aproximar-se de outra pessoa com intenções pré-estabelecidas é algo prejudicial e que, cedo ou tarde, irá comprometer algum dos envolvidos, já que uma delas não se expressa verdadeiramente para a outra.

Enfim, a falsidade é algo ruim, mas que faz parte do nosso cotidiano e que nem sempre pode ser detectada.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Liberdade de imprensa e imparcialidade

Com o fim do Regime Militar, a repressão à liberdade de imprensa foi abolida e, consequentemente, os profissionais do meio informativo puderam retornar aos seus trabalhos conforme os princípios da comunicação social, como a imparcialidade. Percebe-se, entretanto, que a realidade da área informacional brasileira é marcada pelo mau uso da imprensa, comprometendo, assim, a essência do processo comunicativo.

Nota-se, por exemplo, que a manipulação de informações é um fator que influencia o problema. Diversas empresas da área jornalística divulgam fotos e textos caracterizados pela parcialidade, visto que eles são selecionados com a finalidade de favorecer um determinado grupo, como partidos políticos. Recentemente, segundo a Polícia Federal, uma famosa revista brasileira envolveu-se no caso Carlinhos Cachoeira ao publicar reportagens de acordo com os interesses do empresário preso sob acusações de crime organizado e corrupção.

Ressalta-se, ainda, que, em busca de audiência e de auxílios financeiros, as empresas ligadas à comunicação terminam por comprometer a imparcialidade de seus trabalhos ao exibirem matérias de relevância questionável para a sociedade. Contrariando valores éticos e morais, muitas organizações sensacionalizam assuntos como a violência e, consequentemente, omitem acontecimentos importantes para o país. Durante a greve das universidades federais brasileiras, por exemplo, algumas emissoras de televisão exibiram a paralisação de forma tangencial, pondo em dúvida se há, realmente, o cumprimento da função social da imprensa no que concerne ao desenvolvimento da criticidade e à atualização do cidadão sobre o país.

Para solucionar o problema, é necessário que os atuais métodos da imprensa de realizar o processo comunicativo sejam revistos. É preciso que as empresas submetam seus profissionais a cursos mensais que ampliem a capacidade dessas pessoas de minimizar os efeitos da parcialidade em seus trabalhos. Além disso, é importante, também que o Estado forneça subsídios para que mais organizações tenham chances de entrar no ramo informativo, seja através de canais de televisão ou de revistas, para que o cidadão tenha mais opções para desenvolver seu senso crítico, selecionar informações importantes e minimizar os efeitos da parcialidade da imprensa.