quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Medicina UFC Fortaleza T114

Nunca imaginei que isso fosse acontecer comigo.

Eu já estava cursando Medicina na Universidade de Fortaleza. Já havia saído do cursinho. Eu simplesmente adorei fazer parte do curso de Medicina da UNIFOR  e estava muito feliz, afinal, lá, as pessoas são muito legais e as infraestrutura é sem igual. Eu estava (e ainda estou) feliz.

Mesmo assim, resolvi fazer os vestibulares nos quais havia feito minha inscrição pela última vez, afinal, não custava nada tentar só mais uma vez, correto? Então lá fui eu, fiz o ENEM na calma. Foi cansativo como sempre, porque sempre desgasta a gente aquelas provas gigantescas, mas não foi tão cansativo como o primeiro ENEM que eu fiz, em 2010.

Fiz também o vestibular da UECE. Não passei pra segunda fase por causa de UMA questão. Só não foi traumatizante porque eu já estava cursando o que eu queria. E pronto! Acabou a jornada dos vestibulares!

Mas... no começo do mês, tudo mudou.

A nota do ENEM saiu, e eu tomei um grande (GRANDE!) susto! Não esperava tirar 806,42! Então comecei a ficar ansiosa pelo SISU... Não fiz minha matrícula na UNIFOR. No final das contas, deu certo: fiquei na posição 30º de 80 vagas! Minhas aulas começam dia 10 de Fevereiro e eu já estou super ansiosa para começar a estudar na Famed UFC e fazer vários cursos etc, etc, etc.

Por mais clichê que isso pareça, minha mensagem é: nunca desista dos seus sonhos! Eu consegui ser aprovada na epóca em que eu menos acreditava que ia dar certo. Pois, como as vagas da UFC para a ampla concorrência diminuíram 50%, eu tinha um certo receio. Mas eu concluí que quando uma coisa tem que ser sua, ninguém tira! Sério, também parece bem clichê, mas é a pura realidade!

Estou muito feliz. Tenho muitas expectativas, da mesma forma que também tinha na UNIFOR. A vida é realmente uma caixinha de surpresas, a gente nunca sabe o que está por vir! Por isso... se joga! Corra atrás dos seus sonhos que ninguém irá fazer isso por você!

domingo, 19 de janeiro de 2014

Os cachorrinhos.

Meu namorado falou algumas coisas pra mim que fizeram um grande sentido na minha cabeça.

Unhas grandes? Olhos sem pelos ao redor? Magreza? Perda de pelo? Falta de apetite? É, pode ser que o seu cachorro tenha calazar. Pode ser que seu cachorro precise ser sacrificado. Mas, existe vacina pra calazar! O governo faz campanhas todo ano e, além disso, no meio particular a vacina custa cem reais. O Estado se preocupa com a saudade do cidadão, afinal, o cidadão vota, né?

Comportamento estranho ou mesmo agressivo? Baba em espuma? Isolamento? É, é possível que o seu animal tenha contraído raiva. A raiva é perigosa! Ela passa para os humanos, por meio da mordida do animal infectado, e, se as injeções necessárias não forem feitas antes que o agente patogênico alcance o cérebro, a pessoa morre. A raiva é 100% letal em humanos. Mas, existe sim vacina para raiva. O governo faz campanhas. O cachorro fica protegido, seu dono também. Seu dono vota.

Magreza? Falta de apetite? Tremores? Mioclonias? Falta de coordenação motora? Grunhidos? É, talvez seu animalzinho tenha contraído cinomose. A cinomose é uma zoonose causada por um certo vírus. Ela afeta principalmente filhotes e, quando não mata, deixa sequelas graves. Se não tratada logo no início, mínimas serão as chances de seu animal sobreviver. A cinomose não afeta humanos. E seu cachorro não vota.

Já quase no final do ano de 2013, peguei uma cachorrinha pra criar, pois seus donos não tinham condições e ela não estava recebendo os cuidados necessários. Mas, aparentemente, ela já chegou doente. Hoje, 19/01/2014, ela precisou ser sacrificada. Motivo? Cinomose. Minha família e eu fizemos de tudo para que ela ficasse boa, afinal, ela já havia virado uma integrante muito amada da família. Já nos seus últimos dias aqui em casa, ela passou a apresentar mioclonias nas quatro patas, falta de coordenação motora, feridas, etc.

Já imaginou sua cadelinha tentar andar e cair? Já pensou sua cadelinha não conseguir mais mastigar a comida, apenas lamber? Pois é, eu levantava ela toda vez que ela caia. A gente passava a comida dela no processador e dava na boquinha dela. Água? Só se fosse na seringa! E na hora de dormir? Caminha fofinha, lençol, curativos nas patinhas (já machucadas e vermelhas de tantas contrações musculares ininterruptas!). Ah, e MUITO carinho! Muito amor todo dia e o dia todo! Mas nada a fazia parar de chorar.

Foi feito exame de medula, foram dados remédios para cuidar do cérebro, do apetite e até mesmo medicamentos para dormir. Internamento no veterinário, comida triturada. Tratamento trabalhoso, doloroso, demorado, desgastante e caro. Nós e o veterinário fizemos de tudo, mas, mesmo assim, não deu certo. Tentamos. 

Isso tudo me dói muito. Cansei de dizer pra ela que eu a amava, cansei de imaginá-la aqui em casa saudável de novo! Queria mais uma oportunidade de brincar com ela, dar banho na pia, vê-la na casinha, vê-la deitada na área com a Preta e a Biboca. Mas também cansei de vê-la sofrendo, afinal, ela era apenas uma "criança".

Mas, mesmo com tudo isso tendo acontecido, fico muito feliz por ter tido a oportunidade de cuidar de uma cadelinha tão especial, linda, divertida, brincalhona e feliz. Nada no mundo apaga isso, nada. Nunca vou esquecer o pelinho brilhoso da minha Duca. Ainda lembro quando ela chegou: meus pais foram me buscar na faculdade e quando eu entrei, minha mãe tinha uma mochila aberta no colo. Eu perguntei o que tinha ali dentro e ela levantou um pouco e eu vi uma cachorrinha pretinha muito linda com um olhar de medo e de curiosidade ao mesmo tempo. Foi amor a primeira vista. Uma cachorrinha que a gente ia doar, mas o destino fez ela ficar aqui em casa, recebendo muito amor. Ela quase foi embora, fiquei muito triste, mas a pessoa que a adotou a devolveu no mesmo dia. Achei maravilhoso! Rs.

Pense, numa bebê faminta, comia de tudo e tudo o que tinha! Rs. E também não gostava muito de tomar banho não, mas adorava um carinho na cabeça. E esse carinho nunca acabou. Os olhinhos lindos deixavam qualquer um besta! Eu simplesmente deixava de estudar um pouco pra ir fazer carinho nela. 

E, agora me diz, se a cinomose afetasse os humanos, tanto cachorrinho ia morrer por causa dela? Pois é, acho que não. Humano vota.

Te amo, Duca! :)


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

É diferente!

Há quem diga que quem faz Medicina não pode se sentir mal psicologicamente mal ao ver cadáveres. Risos.

Eu penso em fazer residência na área de cirurgia geral, mas ainda não é certeza; afinal, agora que terminei o primeiro semestre de Medicina e tenho certeza que ainda irei ver bastante áreas interessantes desse curso tão bonito. A anatomia é uma área muito linda. Ir ao laboratório morfofuncional e estudar as partes do corpo humano é muito interessante e estimulante. Aliás, acho muito corajosa e admirável uma pessoa que doa seu corpo à ciência.

Por outro lado, lamento a exposição animalizada e triste da violência nas grandes cidades por meio de cidadãos mortos de forma banal. Pessoas se matando todos os dias, normal. Tráfico de drogas, furtos, assaltos, estupros, mortes. Indivíduos são mortos em calçadas, restaurantes; não há um lugar definido. Além disso, é nessa situação banalizada em que atuam os programas policiais. 

Nesses tais programas, as pessoas que perdem suas vidas são expostas de uma forma que nos dão a sensação que ser morto por uma causa não natural é normal. Os corpos banhados em sangue em calçadas e ruas são mostrados explicitamente, pois a imagem embaçada que eles colocam por cima não é suficiente para que nós não percebamos o que há ali por trás. Só o contraste do sangue com o cadáver e o ambiente já denuncia uma cena brutal. Também vale ressaltar que as próprias pessoas banalizam a morte: enquanto as "reportagens" fazem o seu trabalho animalesco, as pessoas fazem gestos e sorriem para as câmeras da memissora que faz a cobertura do ocorrido. Sangue, corpos maltratados e desgastados. Muito e muitos.

Mas, voltando à questão apresentada na primeira linha do texto, eu acredito que não necessariamente um estudante de Medicina precise aguentar todas as situações a que lhe são expostas, pelo menos psicologicamente.

O cadáver deve ser respeitado. O ser humano é uma obra divina, é um dos animais mais adaptados, aliás, é o mais adaptado à Terra (de acordo com minhas conclusões darwinianas). Ver uma pessoa morta e exposta de forma animalizada deixa qualquer um (eu acredito) triste, sem fé na humanidade, me entende? Eu vejo cadáveres quase ou mesmo diariamente na minha faculdade e não me sinto mal, pelo contrário, me sinto privilegiada por ter a oportunidade de estudar algo tão belo. Porém, eu simplesmente não consigo assistir a programas policiais e não me sentir mal.

Ver um paciente na sala de cirurgia, cuidar do seu corpo e da sua saúde por meio de um bisturi; ter todos os utensílios necessários e preparos para tal evento, bem como uma equipe treinada é totalmente diferente de sofrer o impacto de uma pessoa vítima de uma morte banal e de uma população sedenta por sangue.

E assim caminha a humanidade...


Metamorfoseando.

Ainda durante essa semana de agora, compartilhei uma determinada imagem no meu Facebook que continha essa frase: "Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses".

A cada dia que passa me descubro mais. Sei que sou eu mesma desde que nasci, isso é lógico. Não existem passagens explícitas entre a infância e a adolescência nem entre a juventude e a vida adulta. Mas, existem pequenas mudanças que acontecem e que, na maioria das vezes, passam despercebidas.

Muita coisa mudou em mim. Não consigo perceber essas transformações enquanto elas estão acontecendo na maioria das vezes.

Pode parecer besteira, mas, eu amava carne vermelha. Amava quando meu pai fazia churrasco aos Domingos. Hoje, já não gosto mais (da carne vermelha!); só como quando o tal alimento é a última ou única opção. Fora isso, várias coisas aconteceram, acontecem e acontecerão!

Eu, que já pensei em fazer publicidade, jornalismo, moda... faço Medicina. E tenho certeza que essa foi a escolha certa, não me imagino em outra profissão. Já tive muitas dúvidas em relação ao que queria ser, mas hoje eu sei o que quero ser e já estou encaminhada.

Nos últimos anos, passei por momentos difíceis. Desde desilusões no mundo do vestibular até perder um ente MUITO querido. A vida não é fácil, crescer é complexo. Mas é lindo. É como se nós fossemos uma plantinha, que pra crescer bem, precisa ser regada, ser iluminada pelo sol e ter os elementos básicos para sobreviver no seu solo. Tudo só acontece de uma maneira boa, se você trilhar da melhor forma possível: a que lhe faz bem e não machuca os outros.

A vida é isso: uma dança de mudanças. Precisamos saber dançar

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Eu tenho medo.

Na minha humilde opinião, as taurinas são pessoas calmas e acomodadas. Não me mate, sou uma taurina. Acontece que, justamente devido a essas características, as taurinas não costumam realizar mudanças radicais em suas vidas. Quando as sofrem, geralmente levam um bom tempo para se adaptar à nova realidade.


Mudar determinadas "partes" da sua vida é algo significativo. A gente, quando pensa apenas na teoria, faz planos, imagina o que vai acontecer, como vamos reagir quando as consequências que imaginamos acontecerem e até mesmo quais serão os possíveis resultados da tal mudança. Acontece, porém, que, na prática, praticamente tudo é diferente: nós não controlamos as transformações que ocorrem na gente, mesmo que queiramos, na maioria das vezes não é possível. Quando paramos para refletir, a mudança já ocorreu!

Mudar pode ser, mas também pode ser ruim. Adaptar-se a uma nova situação é um desafio, nós não sabemos se as consequências serão boas ou ruim, não sabemos se a nossa vida vai melhorar ou piorar. Além disso, como é difícil dar o primeiro passo para uma mudança radical! É difícil, aliás, é a parte mais difícil de todas! Viver em uma situação por muito tempo e abandoná-la causa, de certa forma, sequelas; que podem ou não ser curadas com o decorrer do tempo.


Tudo isso envolve apego, amor, medo, (in)segurança... enfim! Envolve os mais variados sentimentos e emoções! É forte, nem todo mundo aguenta. Como passar por isso? Não sei! Mas, com certeza, cada um, ao passar por um quadro desse, tenta enfrentá-lo da sua forma, da melhor forma possível. Não existe uma fórmula para enfrentar os problemas e as mudanças que acontecem nas nossas vidas. É preciso apenas... viver. Aproveitar a vida, mas não se entregando ao mundo... simplesmente... desfrutando do melhor que a vida pode lhe oferecer.

domingo, 22 de dezembro de 2013

O curso de Medicina.

Nem todo mundo aguenta fazer Medicina. Não que eu me ache 'A' menina nem nada, mas, na minha opinião, pra escolher a Medicina, você realmente tem que gostar dela. Nem todo mundo "aguenta a barra".
O Curso de Medicina começa "puxado" e, na minha (humilde) opinião, vai progredindo de forma ainda mais "puxada". Terminei meu primeiro semestre do Curso de Medicina da Universidade de Fortaleza e o que eu digo é: UFA! Não foi fácil, não mesmo. Se você não souber organizar seu tempo bem, você se estressa muito e não consegue ter tempo pra nada. Isso aconteceu comigo. Sim, logo comigo. Digo isso porque eu sou uma pessoa muito nervosa e é tanto conteúdo pra aprender que eu achava que não ia dar conta. 

Já chorei, já fui dormir 3h da manhã (e acordei 5h30). Em alguns dias eu chegava em casa, tomava banho, sentava pra estudar, mas pensava "Quer saber?! Vou dormir só meia-horinha e acordo pra estudar!"... Nisso eu acordava apenas no outro dia! Em outros dias eu tomava café mas nem isso espantava meu sono! Administrar o tempo é FUN-DA-MEN-TAL

Essa administração de tempo não serve apenas para estudar, serve também para arranjar um tempo pra você curtir sua vida. Essa história de que estudante de Medicina só vive pra estudar é uma MENTIRA e um ERRO. É claro que o tempo livre do estudante de Medicina é reduzido, MUITO REDUZIDO; mas, ele TEM que existir! Eu, por exemplo, piro se não tiver tempo livre! Isso aconteceu muito nos primeiros meses e eu estava MUITO estressada. Nos meses seguintes, até que a situação melhorou, mas ainda está longe de se tornar ideal.

Na minha faculdade, a metodologia é PBL e isso exige ainda mais esforço do aluno, porque nós temos pouquíssimas aulas tradicionais. Nós temos que ser independentes e "correr atrás" do conteúdo. Os professores apenas nos orientam, pois quem realmente ensina o conteúdo apresentado nas salas da universidade somos nós mesmos, por meio dos livros, artigos, xerox, etc. Confesso que esse método me deixou muito confusa, tensa e perdida no começo do curso, mas estou me adaptando a ele e estou vendo como ele é ativo e interessante, bem diferente (e um diferente bom)!

Em relação ao conteúdo, ele realmente é muito extenso e sempre vai ser assim. Na minha opinião, as partes mais difíceis são as relacionadas à bioquímica, à fisiologia e à radiologia! Bioquímica principalmente! Mas lendo tudo direitinho a pessoa consegue aprender e se dar bem.

Às vezes a gente estuda muito mesmo, mas mesmo assim não consegue ir bem na prova. Isso aconteceu comigo e foi frustrante. Mas encarei numa boa e estudei mais uma vez e deu certo! O segredo é não deixar nenhuma nota ruim tirar sua vontade de estudar, ainda que você tenha estudado muito! Medicina é assim mesmo, você estuda muito pra entrar, pra permanecer e depois da faculdade também. É pesado.

Mas a Medicina não possui apenas um lado ruim. É muito gratificante ser um estudante de Medicina. A gente aprende como funciona o corpo humano, os nomes mais detalhados de suas partes. A gente aprende a lidar com o paciente (sendo ele ator ou não). A gente conhece a realidade da nossa população e, aliás, parte o nosso coração saber que as famílias mais carentes vivem em uma situação lamentável, que o serviço de saúde prestado a elas é caótico, insuficiente e ineficiente. Sinceramente, as pessoas podem até falar que os médicos só pensam em dinheiro, mas quando eu vejo uma situação dessas, na minha cabeça a primeira coisa que aparece é uma vontade enorme de mudar aquela situação, de orientar aquela família, de ajudá-la com todas as ferramentas que estiverem ao meu alcance. Fornecer um atendimento, um aconselhamento, uma AJUDA que mude a vida daquela pessoa para melhor. Durante minhas visitas à Comunidade do Dendê, aqui em Fortaleza, escutei diversos relatos como o de um senhor que perdeu seu pai porque o atendimento que deveria ser passado a ele não ocorreu. São muitos que nos deixam com o coração partido e com um sentimento de revolta, o povo é vítima de uma situação lamentável.
É muito legal, também, aprender os procedimentos médicos, como aferir pressão arterial, realizar punção venosa, etc. A gente se sente mais médico. Eu mesma, sempre que possível, realizo a aferição da pressão arterial do meu pai, que é hipertenso. Sinceramente, é uma maravilha aprender os procedimentos.

O curso é pesado, mas é um sonho impagável! É gratificante! É maravilhoso. A Medicina é linda.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Amor que não se MED :)

Há tempos não posto aqui no blog e... TCHANRANNN, estou terminando o meu primeiro semestre no curso de Medicina da Universidade de Fortaleza! Muita coisa aconteceu desde a última postagem até hoje (tipo... a minha aprovação, rs!). Tô muito feliz! Se Deus quiser, próximo ano comemorarei a aprovação do meu querido e lindo boyfriend em med também! ^^