sexta-feira, 1 de julho de 2016

Antes da prova

A vida vai
A gente fica aqui vivendo
A gente fica aqui morrendo
Mesmo fingindo estar tudo bem

A noite cai
E bate o medo do futuro
Aquilo que te deixa mais inseguro
Vem de novo ficar com você

A gente vai morrendo
O que eu fiz pra nascer?
Se a gente nasce pra morrer
Não faz sentido viver

E a gente vai crescendo
Ainda tenho muito pra aprender
Minha cabeça vai enlouquecer
Eu não sei o que fazer

E eu vou embora
Não sei mais entender o porquê
Qual o objetivo de viver?
Não sei a resposta de nada

Queria viver pra sempre
Família, amigos, animais
Amar a todos como se fossem iguais
Mas que mundo é esse mesmo?

De que adianta ser rico
De que adianta ser pobre
De que adianta querer ser o mellhor
De que adianta perder tempo

A vida é agora
A vida é uma vela
Quando menos se espera
A chama apaga

Mariana Cidade - 01/07/2016 

sábado, 5 de março de 2016

Os pacientes...

Sabe aquelas situações de desenho animado em que o personagem 1 quer aprender a nadar aí vem o personagem 2 e joga o personagem 1 na água pra ele aprender a nadar sozinho? Bem, foi assim que me senti muitas vezes no meu último semestre na faculdade de Medicina (não o último semestre do curso, mas o último semestre que cursei - o quarto semestre).

Eu, que nunca tinha feito uma anamnese nem exame físico na faculdade, da noite pro dia, precisei começar a fazer. E foi aí que aquela frase já tão clichê "quem faz a faculdade é o aluno" começou a fazer sentido na minha cabeça. Começou a fazer sentido porque simplesmente o que o professor ensinava durantes as aulas não era suficiente e nem compatível com o que ele exigia depois.

Eu percebi que pra conseguir examinar os meus pacientes eu ia ter que ir além e pesquisar desde o início, ou seja, desde como tratar/dialogar com o paciente até a investigação de sua enfermidade. Está tudo interligado. Até mesmo porque você não vai estudar uma doença, você vai estudar o paciente. Além disso, tantos exemplos a não serem seguidos! Tantos professores que se dizem médicos mas não são capazes nem de dar um simples "Bom dia, como vai?" ao paciente. Fico imaginando qual o tipo de médico um profissional desse pretende formar com essa conduta.

Meu contato com os meus primeiro pacientes foi algo muito singular para mim. Foi uma mistura de timidez, medo, curiosidade e vontade de ajudar. Ficava imaginando: "Qual a credibilidade que eu, uma estudante do quarto semestre, vou ter pra fazer uma anamnese e exame físico numa pessoa que está internada com dores, doente?", "Em que eu vou acrescentar?". Em muitos momentos me senti um incômodo, mas não sei se o paciente se sentia incomodado.

Então, no mesmo semestre, com a ajuda de uma professora, eu e um grupo de amigos fizemos um trabalho no qual analisamos a percepção do paciente do hospital universitário sobre os estudantes de medicina visitando-os para fins didáticos. O mais surpreendente foi que... a maioria deles não se incomoda! Acham bom porque sentem que estão ajudando a formar o médicos do futuro.

Só sei que a cada dia que passa fico mais apaixonada pela minha futura profissão e não me vejo fazendo outra coisa. Levo os bons professores como inspiração e os professores ruins eu uso como um modelo para não seguir. Rs.

Medicina, temos uma longa jornada juntas pela frente. ;)

Não faz bem.

É engraçado como o ser humano é um ser complexo.
Um dia desses caí de para-quedas em um vídeo sobre relacionamento no YouTube e fui ler os comentáros. Um do comentários me chamou atenção: uma menina cujo namorado não correspondia às suas expectativas e a tratava mal e, mesmo sabendo conscientemente de tudo isso, ela simplesmente não conseguia terminar o relacionamento. Vendo assim de fora, parece tão simples apenas chegar pro garoto e terminar, não?

Mas, bem, não estou aqui para falar sobre o término de relacionamentos amorosos. O que eu andei pensando foi... como nós temos dificuldade de afastar das nossas vidas pessoas e coisas que não nos fazem bem.

Aquele amigo que você tem há muito tempo, muita vezes, simplesmente muda com o passar no tempo e, simplesmente, não é mais seu amigo. Você tenta reanimar a amizade mas nada acontece. E aquilo vai lhe fazendo mal. Mas quem vai querer dar fim a uma amizade de longa data?

A mesma coisa - pelo menos comigo - se aplica à alimentação. Como é difícil para mim não comer besteira! Pizzas, sanduíches, etc. Faz mal, mas não consigo resistir.

Simplesmente existem coisas - muitas - nas vida que não nos fazem bem e nós não conseguimos nos desvencilhar delas. Será medo do que pode acontecer diante da ausência de algo/alguém? Será o medo do desconhecido?

O ser humano é complexo demais pra minha cabeça.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

A hipocrisia das pessoas que possuem vaga garantida no céu.


Não estou aqui pra dizer que a religião é o ópio do povo (pode até ser ou não, pra você... mas o foco aqui não é esse). Estou aqui pra falar de hipocrisia... Ah, a hipocrisia...

Toda religião é válida pra quem acredita nela e toda religião deve ser respeitada, não importando se você tem (ou qual seja a sua) religão ou se você simplesmente optou por não acreditar em nenhuma delas.

A questão é que, algumas pessoas, interpretam suas crenças de uma forma um tanto errônea: acham-se superiores aos indivíduos que possuem outras crenças, discriminam os diferentes e por aí vai. Claro que a maioria das pessoas não são assim, pois hoje o mundo está començando (COMEÇANDO, apenas) a ser um pouquinho mais tolerante com o semelhantes... mas só um pouquinho mesmo.

O problema é que certas pessoas aderem ao fanatismo religioso e tendem a afastar indiretamente (ou diretamente mesmo) tudo o que julgam fora de seu padrão de aceitabilidade. Passam a se achar superiores em todos os campos imagináveis: sua oração não vale nada comparada com a minha, eu vou para o céu e você não porque eu vou pra igreja e você não...

Acredito que haja um mix de fanatismo e vitimismo nessas pessoas. Indivíduos que se auto-massacram usando o nome de seu Deus... em vão! Sim, em vão. Cegos.

O pior de tudo é que isso nunca vai ter fim. Já acontece desde antigamente, não é hoje que vai acabar. Mas pelo menos a vaga deles no céu já está garantida.

Haja paciência, hein.

domingo, 20 de setembro de 2015

"Crescer dói"

Pego emprestado o título da música "Crescer dói" dos Selvagens à Procura de Lei pra escrever esse texto.

Eu gosto de viver e agradeço a Deus pela minha vida... mas, venhamos e convenhamos que nem tudo nessa vida é um mar de rosas, não é mesmo? Pois é.

A gente vai crescendo. Sempre somos os mesmos, não existe uma transição nítida entre a infância e a adolescência, adolescência e vida adulta ou vida adulta e velhice. A vida não para pra exibir um mini-vídeo em sua mente dizendo "Parabéns, você chegou à vida adulta!". Não. Não tem isso. Não tem transição, apenas tudo vai passando. O mais estrando/incrível/bizarro disso tudo é que... Você sempre se sente a mesma pessoa. Sua essência sempre está ali, nunca muda... só o seu corpo. Os lugares. As pessoas.

Quando somos crianças, enxergamos nossos pais como heróis. Eles nos protegem de tudo (e realmente protegem). Mas eles são humanos como nós. Renato Russo mesmo já dizia "são crianças como você" em Pais e Filhos... e eu concordo. Somos todos humanos.

Mas o mais cruel de crescer, na minha opinião, é suportar a ausência, a dor e a saudade que a perda de alguém especial causa. A vida vai passando e algumas pessoas se afastam, outras se aproximam e outras vão embora. E quando vão embora desse mundo, acontece um sentimento estranho dentro de você. Você percebe o quanto o ser humano é frágil e pequeno diante do universo, você passa a questionar tudo e tenta se perguntar qual é então a finalidade da vida já que nascemos pra morrer no final.

Crescer dói!

domingo, 16 de agosto de 2015

Felicidade é só questão de ser.

Às vezes eu me pego pensando no quanto somos ingratos! Eu, por exemplo, nasci de um parto prematuro de emergência, mas sou saudável, tanto mentalmente como fisicamente. Tudo ok. Além disso, tenho uma família que amo e que me ama. E faço o curso que sempre sonhei.

Paro pra pensar no que é ser feliz... e se tem uma coisa que eu concluí é que você é feliz nos dias normais. Nos dias inusitados (por exemplo, quando você passou no vestibular, quando você comemora um aniversário etc etc etc), tudo bem, você se sente muito bem interiormente; porém, se você for para pra pensar... Se você se imaginar preso em um quarto sem nada e sem ninguém e pensar no que mais você sente falta... Você vai sentir falta dos seus dias normais, da sua rotina.

Você vai sentir falta da sua vó pronta pra te receber com o maior carinho e amor do mundo na casa dela, você vai sentir falta de chegar em casa de noite cansada e de assistir um filme com a família  pra desopilar, você vai sentir falta de ir pra casa de algum amigo juntos com os outros amigos pra jogar conversa fora...

O que faz a gente feliz são essas coisas repetitivas e "normais" que acontecem no nosso cotidiano mesmo. É tanto que, quando ficamos doentes e, consequentemente, impossibilitados de exercer as ativiades diárias, nós nos sentimos agoniados, estressados... Querendo que a rotina volte logo ao normal.

O pior ou melhor ou estranho de tudo isso é que a gente é feliz sem perceber... Infelizmente só percebemos que éramos felizes quado perdemos algo ou alguém. 

Aproveitar sua família, quem você ama é tudo nessa vida. Existe passado, ele alimenta nossas memórias, tanto deixando a gente alegre como triste; mas, na minha opinião, não existe futuro, pois ele nunca chega... O futuro é o presente, acontece no presente, é o que você está fazendo agora... Logo, só temos o agora para sermos felizes...

Você vai deixar passar essa oportunidade de ouro?

sexta-feira, 3 de julho de 2015

O que foi que aconteceu?

As pessoas têm a falsa ideia de que a Internet permite que você fale o que quiser, ofendendo ou não outra pessoa. Desde que eu me entendo por gente e desde que comecei a usar a Internet, percebi que as pessoas realmente acreditam que tudo pode no ambiente virtual. E é nesse ambiente virtual que nós podemos conhecer o lado mais animalesco da pessoas.

Não importa a notícia, útil ou inútil, as pessoas sempre comentam. O problema é que alguns indivíduos comentam de uma forma tão cruel, sem respeito... que você fica pensando se realmente bate um coração ali! É gente desejando a morte de outro, é gente sendo racista, é gente sendo homofóbica... E falam isso de uma forma tão natural como tomar café pela manhã.

Eu nunca tinha ouvido falar do Cristiano Araújo, mas fiquei observando como o ser humano pode ser cruel. Pessoas fazendo pouco caso da morte do cantor no facebook. Poxa, é uma pessoa! Não interessa se é famosa ou anônima, rica ou pobre, inteligente ou ignorante... é um ser humano que deixou de existir fisicamente falando. Dizer que foi "bem feito", que não vai fazer falta... Absurdo! Essas pessoas possuem família! Só quem já perdeu um ente querido sabe como dói, sabe como arrancam um pedaço do seu coração para sempre. Você aprende a viver, mas não se recupera.

É gente que se aproveita da internet pra praticar cyberbullying. É "namorado" que se aproveita da namorada e publica vídeos íntimos com ela na internet. A sociedade cada vez mais me assusta. O ser humano simplesmente não consegue enxergar o seu semelhante.

Estamos vivendo em uma geração de pessoas vazias. Pessoas que viajam ou saem já pensando na foto que irão postar no Facebook ou no Instagram, muitas vezes nem aproveitando o momento. Vivendo uma mentira, vivendo pra se exibir na mídia. Vivemos em uma era em que há aplicativo pra tudo, em que tudo envolve a tecnologia... o problema é que muitas pessoas não sabem usá-la adequadamente.

E agora?