quinta-feira, 15 de maio de 2014

Você não existe mais.

A vida me assusta. Perdão! A vida não, a ausência da vida. Sabe, aquilo de você estar com uma pessoa agora e de não estar com ela amanhã porque ela morreu? Pois é.

O mundo não parou de girar, o tempo não mudou. Nada mudou, além da pessoa que se foi. Ninguém parou. Lojas não fecharam, nada parou de funcionar, apenas o que se foi. Isso é triste e assustador. Você estar com alguém e depois de um curto tempo saber que nunca mais irá ver essa pessoa aqui na Terra. O pior é que não podemos saber quando e como isso irá acontecer. Na verdade, agora mudo de opinião, o que causa medo mesmo não é a morte em si, é a própria efemeridade da vida e a brutalidade com a qual nos arrancam alguém. Machuca, dói. Arranca um pedaço do coração que nunca mais volta ao normal, bater bate, mas não bate com o 100% da alegria que você tinha antes. É que nem um coração de um infartado mesmo, não tem mais miocárdio ali, só tecido fibroso. Não é mais a mesma coisa. Falta algo, sempre e sempre vai faltar. Isso é o que dói.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Em busca da forma perfeita!

Tem gente que busca tanta coisa que esquece de si.
No momento, aliás, a todo momento, eu busco me encontrar. Raul realmente me entendia, porque eu sou uma verdadeira metamorfose ambulante, acredite! Não acho isso ruim, pelo contrário, acho isso muito interessante e estimulante! Sinto que, a cada dia que passa, eu me descubro mais.

Eu não quero ser a futura médica Mariana, eu quero ser a Mariana que é uma futura médica. Eu não vivo e nem vou viver apenas em função da Medicina. Eu sei, a Medicina é uma área que exige muita dedicação e esforço, não nego e não estou dizendo que não vou me esforçar; pelo contrário, vou continuar nessa luta até o fim! Mas, o que eu quero dizer, é que minha vida vai englobar tudo o que a vida tem a me oferecer. Eu quero viver tudo, quero ter experiências boas e ruins. Quero ter histórias para contar, quero ser feliz enquanto minha vida durar. Sou uma pessoa que quer viver a vida.

Eu acredito que há algo misterioso na arte de fazer bolos. Eu amo fazer bolos, tortas e cupcakes. Tem algo mágico que é quase terapêutico no preparo deles para mim. Eu gosto e acho legal. Gosto de fazer mesmo, não só de comer. Eles ficam muito bons, não ficam perfeitos, mas, modéstia à parte, ficam excelentes! Como é bom comer um bolo de chocolate com cobertura de chocolate e recheio de chocolate na medida certa! Você se delicia até passar mal! Afoga seu bolo na cobertura de chocolate sem pena. Chocolate é sempre bem-vindo para qualquer alma. Capuccino também.

Junte o limão a essa arte maravilhosa. O limão é azedo. Ele causa, de certa forma, um certo afastamento. Não é toda pessoa que gosta de alimentos com limão. Mas eu gosto. Eu gosto de limão. Afinal, coisas muito doces enjoam mais rápido. Eu quero fazer uma torta de limão, mas vivencio um grande problema: não tenho a forma ideal.

Eu sei, isso tudo parece ser loucura, mas eu preciso de uma forma perfeita. Já fui em várias lojas e não achei. Eu tenho essa mania perfeccionista chata. Vi em um programa da BBC sobre confeiteiros que pra fazer a torta era necessário uma forma de fundo removível. Ainda não achei a forma. Minha torta de limão perfeita permanece na memória. No mês passado fui a um almoço em um restaurante bem conceituado aqui de Fortaleza e a sobremesa que eu comi foi... torta de limão! E... estava deliciosa! Preciso urgentemente fazer a minha!

Eu tenho a leve impressão de que esse texto está meio dadaísta, mas não importa. #ProntoFalei

[Edit - 15/06/2014]

Comprei minha forma perfeita e fiz minha tortinha de limão! Ficou espetacular! Ainda não ficou perfeita, mas, para a primeira, ficou excelente! :)

domingo, 20 de abril de 2014

Tomar um sorvete.

A vida é rápida, passa tão aceleradamente que a gente nem percebe. Eu lembro de coisas que eu vivi como se fosse ontem. Me sinto velha. Não em um sentido triste, mas em um sentido de curiosidade e espanto mesmo. 

No final de semana passado, estava assistindo TV com meu namorado e resolvi colocar no Cartoon Network. Estava passando as meninas superpoderosas! Como eu amo esse desenho! Acontece que, reparando bem, os gráficos e até mesmo a "mentalidade" das meninas superpoderosas são completamente diferentes dos desenhos animados atuais. Aliás, também tive uma crise de espanto ao perceber que o álbum Under my skin da Avril já completou 10 anos de existência, porque... EU LEMBRO quando ela lançou esse disco! Era uma febre! E... já se passaram 10 anos, 10 ANOS, gente! 

Fora essas crises de velhice, rs, a vida é corrida demais. São muitas coisas pra fazer, pra dar conta. É faculdade, é estágio, é família, é namorado, é amizade, é muita coisa! A gente se estressa, chora. Mas, no final, a gente sempre dá um jeito e a coisa se resolve, ou piora! Mas sempre chega o momento de tudo se resolver.

A vida passa e a gente percebe que é bom ser louco às vezes e é bom se divertir. Nós temos de ter histórias para os nossos filhos. As experiências são boas, nos fazem crescer (eu acho). Não importa se elas foram boas ou ruins. Na realidade, quando elas são boas nem e tão bom assim, porque a gente não leva uma lição. Eu considero as más melhores para o nosso crescimento pessoal, mas confesso que vivenciá-las é um tanto ruim mesmo.

Não sei porquê, mas eu ainda acho que nós devemos refletir sobre a vida todo dia a todo momento. Nós podemos errar sim e mudar pra melhor! Afinal, errando é que se aprende. Eu gosto da Medicina porque todo dia eu descubro uma coisa diferente e todo dia eu me descubro: coisas que eu queria e já não pretendo e coisas que eu nem sabia da existência e já amo de paixão!

Acho também que nós estamos sujeitos diariamente a um estresse brutal. E é por isso que devemos buscar saída em coisas boas, seja na natureza, no shopping, sei lá. Só sei que a gente deve ser feliz acima de tudo e afastar tudo de ruim que há perto de nós. A vida é curta. A gente não sabe quando vai embora. 

E é por isso que eu quero sair pra tomar um sorvete na praia. Um beijo.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Sobre pré-adolescentes e a vacina contra o HPV.

Ainda que seja a passos vagarosos, o SUS, de vez em quando, adota boas medidas relacionadas à saúde pública. Uma delas, por exemplo, é a disponibilização, a partir dessa segunda-feira, dia 10, da vacina contra o vírus HPV para a população, ou melhor, parte da população. Em alguns países da Europa, essa medida já havia sido adotada.

O papilomavírus é responsável por causar câncer de colo uterino em mulheres. A vacina que será disponibilizada pela rede pública protege contra UM dos tipos desse vírus, o que já é algo muito bom. É algo muito bom porque essa imunização só era possibilitada pela rede particular e a maioria da população brasileira não tinha nem teria condições de pagar por uma dessas vacinas.

Mas... qual o motivo de eu ter colocado "pré-adolescentes" no título do post? O motivo é simples: durante esse ano, a vacina será disponibilizada para meninas de 11 a 13 anos e, em 2016, ficará restrita para meninas de 9 anos. A razão para tudo isso é que o Governo pretende vacinar meninas que não tenham vida sexual ativa. A pouca idade para a vacina nos diz algo: as jovens (crianças?) estão iniciando a vida sexual mais cedo. Não adianta vacinar uma menina que já teve contato com o vírus, não haverá precenção e sim gastos governamentais desnecessários; além da perda de material que poderia ser utilizado em outra menina.

Os meninos não são vacinados por um motivo: os efeitos do HPV no organismo masculino não são tão devastadores quanto no feminino (mas ele continua sendo um potencial transmissor do vírus caso seja infectado). As mulheres são as maiores vítimas, vacinando-as, ela não passará o vírus ao parceiro, que não transmitirá o vírus caso se relacione com outra pessoa.

A transmissão se dá por meio de relações sexuais e também pelo compartilhamento de toalhas e peças íntimas. 

Você, mulher, não esqueça de ir à(ao) ginecologista regularmente. É muito importante a realização do Papanicolau anualmente, já que ele detecta as alterações iniciais causadas pelo vírus. 

domingo, 9 de março de 2014

Falso moralismo + racismo

Sempre fico com um pé atrás quando vou olhar alguma coisa que as pessoas julgam ser racista. Ontem vi uma notícia que, de certa forma, me manipulou a acreditar em algo que, do meu ponto de vista, não é verdade. Tratava-se de uma notícia no Facebook que era estampada por uma foto de um par de mãos negras colocando um colar em uma pessoa branca. Daí você já pode deduzir que o título da notícia acusava a loja de racismo, já que, aparentemente, havia uma mulher negra trabalhando para uma mulher branca, de acordo com a foto. Eu também achei racista. Resolvi, porém, ler a notícia.

Ao ler as informações na página do jornal, vi que, na realidade, a propaganda não se tratava apenas daquela foto, ela era, na realidade, um vídeo em homenagem ao Dia Internacional da Mulher (aliás, aqui vão meus parabéns - atrasados, diga-se de passagem - para todas as mulheres). Resolvi assistir ao vídeo para analisar se a polêmica era verdade. Ok, entrei no You Tube.

O vídeo mostra uma mistura de mãos e corpos negros e brancos. Sinceramente, não notei preconceito nenhum na propaganda. Na minha humilde opinião, tudo se tratou se contraste mesmo. Uma grande empresa como a Riachuelo não iria "queimar seu filme" cometendo um ato racista, algo totalmente ultrapassado e inadmissível.

O problema de tudo é que as pessoas, falsas moralistas, enxergam preconceito em tudo quando, na realidade, o preconceito está dentro da cabeça delas, apenas.

Li alguns comentários a respeito da notícia e li um que realmente fez todo o sentido para mim: os corpos brancos e as mãos negras foram considerados racismo pelas pessoas porque, segundo o apresentado, as negras estavam servindo as brancas. Caso fosse o contrário, corpos negros e mãos brancas, também seria racismo, pois os pessoas julgariam que aquilo seria as negras sendo oprimidas pelas brancas. De qualquer forma, a propaganda seria considerada racismo.

Não adianta acusar racismo quando ele está presente nas pessoas, até mesmo nas próprias pessoas negras. O racismo existe ainda, mas está escondido hipocritamente dentro de muitos cidadãos. 

Ele existe quando você atravessa a rua porque um negro pobre vem em sua direção.
Ele existe quando você pensa que o negro ocupa cargos inferiores.
Ele existe quando você não quer um(a) negro(a) namorando sua(seu) filha(o).
Ele existe quando você não quer ter um cabelo de origens africanas.
Ele existe quando você chama um negro de macaco.
Ele existe quando você se julga melhor que um negro.
Ele existe quando você não quer assumir que é negro(a).
Ele existe em nossa sociedade.

Vivemos em um país hipócrita: um país que bajulou a negra Chica da Silva em tempos de escravidão porque ela era casada com um homem rico. Apenas por isso. Um país hipócrita no qual as pessoas negam as próprias origens. O Brasil, pelo menos em sua maior parte, não apresenta apenas descendentes europeus. Nas nossas veias correm sangue indígena e africano também, por mais que seja de um parente distante.  

Homens sem blusas que querem ser estuprados.

O Brasil sempre foi e ainda é um país racista e machista. A única diferença de antigamente para hoje, é que o racismo agora dá cadeia e que as mulheres estão ganhando um grande espaço na sociedade. Mas, ainda que existam fatores positivos que impeçam o racismo e o machismo no nosso cotidiano, nós os vivemos direta ou indiretamente, sem querer ou querendo mesmo.

As pessoas dizem que meninas que andam com roupas curtas estão, de certa forma, incentivando o estupro (delas mesmas). Se roupas curtas e decotadas são vulgares, isso é outra questão, mas uma coisa é certa: NENHUM tipo de roupa pode ser usada como pretexto para um estupro. Nós vivemos no século XXI, o Brasil vive uma democracia e não uma teocracia, logo, as pessoas podem se vestir da forma como bem entenderem, mas sem cometer atentado ao pudor, claro.

Caso você, mulher, encontre um homem sem camisa ou só de sunga na praia você irá querer estuprá-lo? Ele estará incentivando você a cometer um estupro? Não, né?! Pois é. Com as mulheres a situação deveria mesma, mas não é. E a explicação para isso tudo é que o Brasil é um país machista. O mais triste e lamentável de tudo, aliás, é que esse machismo não é praticado apenas por homens não, muitas mulheres agem e pensam dessa forma também. Por mais curta que a roupa de uma mulher seja, o corpo é dela, não seu. Ela cuida dele como quer. Se você tem pensamentos doentios, você que é o doente nessa história.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Você precisa de um amor!

Fazendo uma análise das nossas vidas, nós percebemos que o nosso principal objetivo é ser feliz. Para isso acontecer, nós precisamos de várias coisas (ou poucas mesmo). Primeiramente, precisamos de dinheiro, para poder sobreviver. Pessoas sãs, contudo, sabem que o poder financeiro não é tudo nesse mundo, necessitamos, na maioria das vezes (para não generalizar) de coisas muito mais complexas para conseguir viver de forma satisfatória. 

Na minha opinião, aliás, nós nunca iremos viver uma felicidade plena. Para saber o que é a felicidade, nós precisamos saber também o que é a tristeza. Faz sentido, não? Nós precisamos de amor para ser feliz. Não importa de quem seja: sua mãe, pai, irmão, namorado... As pessoas que amam e são amadas são pessoas mais felizes. Nada melhor do que você se sentir completo.

É aquele tipo de coisas mesmo: ninguém é feliz sozinho. O ser humano não foi feito para viver isolado, acredite, viver isolado acarreta sérios problemas psicológicos e até mesmo físicos a uma pessoa. É algo muito sério. Acho muito lindo essas pessoas que fazem campanhas para ajudar os outros, não importa a forma! Seja abraços grátis ou doação de sangue. 

Existem várias formas de amor e todas essas maneiras de amar fazem as pessoas crescerem pessoalmente, por isso, ame!