segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Libertando a atleta presa

Ok, o título foi um pouco (muito!) exagerado, mas, enfim...
Nos últimos dias resolvi virar usuária do sistema de bicicletas compartilhadas aqui da minha cidade, pois fazia muito tempo que eu queria voltar a andar de bicicleta mas não me sentia motivada. Nos últimos anos, entretanto, o prefeito mandou fazer várias ciclofaixas e ciclovias e instituiu o sistemas de bicicletas compartilhadas... Logo, já que surgiram condições favoráveis pra voltar a pedalar, resolvi tentar!

Fiz o cadastro e "meti as cara" e... não é que deu certo?! Estou viciada em andar de bike e não só isso, quero aprender outras coisas também. Quero jogar vôlei novamente, basquete e até aprender a surfar! Sei que agora não vai dar tempo porque minhas férias praticamente acabaram, mas são coisas que vou fazer e em um futuro bem próximo.

E o mais engraçado de tudo é que coincidiu com as Olimpíadas... Talvez isso até tenha me influenciado um pouco, não sei. O fato é que eu estou amando praticar atividade física. Tô achando pedalar até mais legal que patinar (mas os dois são bons).

E o quanto faz bem à saúde praticar atividade física. A prática de atividade física aeróbica no mínimo 150 minutos semanais (nunca passando mais de 2 dias sem fazer exercício) já ajuda a melhorar sua saúde. Claro que algumas pessoas devem ter restrições, como pessoas com hipertensão, insuficiência cardíaca você não vai recomendar atividades físicas de intensidade importante, claro que não. Mas uma caminhada já pode ser algo. O importante é jogar o sedentarismo fora.

E como faz bem associar atividade física a uma alimentação saudável! Deixa a pessoa mais disposta, muda tudo! Até a pele! Além de aumental o colesterol bom HDL, diminuir o tecido gorduroso corporal, fortalecer os músculos, melhorar a respiração... só coisa boa! Além disso, o exercício aeróbico, por exemplo nos atletas, faz com que o coração aumente de tamanho mas ao mesmo tempo também tenha seus vasos sanguíneos aumentados em número, melhorando a perfusão sanguínea no órgão.

Resumindo: levante-se e se exercite! :)

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Aquela sensação boa que o reconhecimento causa na gente!

Bem, na maioria das vezes, nós trabalhamos, nos matamos de estudar e temos a sensação de que aquilo não adiantou de nada e que foi apenas tempo perdido. Aquelas noites mal dormidas, aquele dia em que você almoçou biscoito, aquela semana em que você não tinha nem tempo de colocar um brinco pequeno pra ir pra faculdade e nem de tomar café-da-manhã direito. Bem, isso tudo é muito estressante. Mas, no final, compensa.

Pra mim, a faculdade é um desafio. Desafio porque todo dia é um 7x1 diferente (rsrsrs). Brincadeiras a parte, o ambiente universitário exige muito (de quem realmente quer ser um bom profissional, porque se você quiser levar a faculdade "nas coxa" também dá certo) e isso desgasta a gente. E é inevitável pensar se tudo o que você está fazendo realmente vai ser recompensado ou reconhecido por alguém.

Acontece que, nos últimos meses, tenho notado reconhecimento por parte de alguns de meus professores e isso me deixo muito feliz, pois tenho a sensação de que estou no caminho certo para ser uma boa profissional, que é o que eu mais quero.

Quero atender e tratar vários pacientes, tenham eles peleumonia, gastura, frieira, bicheira... não tem problema com nada disso e, pelo contrário, todo dia aprendo com os meus pacientes que chegam ao ambulatório do hospital universitário. E o reconhecimento deles é ainda mais importante pra mim.

Que essa vontade de ser uma boa profissional nunca saia de mim, pois por aí, infelizmente, muitos médicos esqueceram do que deveriam estar fazendo: lidando com seres humanos.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

A geração dos que não se importam.


Não sei se foi minha criação, não sei se é uma coisa minha, não sei o que é, mas sei que eu me importo muito com tudo e com todos. O que acontece é que, nos últimos anos, as pessoas simplesmente passaram a achar que não se importar é uma nova forma de se relacionar, uma nova forma de ser.

Uma pessoa manda uma mensagem no WhatsApp e a outra demora pra responder, aí como a pessoa que você mandou a resposta demorou pra responder, você demora mais ainda e por aí vai. Um ciclo vicioso de (fingir) não se importar com o outro. E aí eu te pergunto: qual a utilidade disso? Demorar a responder só vai causar mais ansiedade, sofrimento, sei lá, só vai fazer a pessoa pensar que você realmente não dá a mínima e... é isso o que você quer?

Por que simplesmente não reponder logo mesmo a pessoa tendo demorado a responder ou não? Por que não escutar aquele áudio gigante que a pessoa gastou tempo gravando e muitas vezes gravou mais de uma vez pra você? Por que fazer cara feia quando a pessoa faz um textão?

As pessoas simplesmente querem as mesmas coisas sempre mas estão fazendo pelo caminho errado. Não é te ignorando ou fazendo de conta que você não existe ou demorando a te responder que eu vou demonstrar o real e imenso valor que você tem pra mim. Pelo visto o mundo realmente está ao contrário, mas, ao contrário da música, as pessoas reparam nisso mas simplesmente continuam na mesma.

Você vê um link de notícia no Facebook dizendo que alguém morreu e os comentários são do tipo "Que pessoa burra...", "Também, quem mandou fazer isso..." etc. As pessoas simplesmente esqueceram do outro, que o outro é um ser humano e merece respeito. Outro absurdo são os comentários da globo.com, parece que o anonimato faz o pior que existe dentro das pessoas emergir na forma de comentário no site.

As pessoas fazem seus textos e poucas pessoas realmente dedicam-se a ler a obra enquanto uma foto de biquíni ganha mais curtidas. Os valores estão invertidos. Claro que pessoas de biquini são bonitas, mas a vida é mais que uma foto no facebook. A vida é se importar com o outro, não só a aparência.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Sobre as decepções dessa vida

A gente planeja tudo
Quem a gente quer por perto
A paisagem que cairia bem
A música de fundo

Tem gente que te promete o mundo
Tem gente que se importa com você
Tem gente que fica com você vendo TV
E tem gente que, simplesmente, não gosta de você

Ser jovem (ou não) é aprender
Ninguém nasce pra sofrer
Mas a gente sempre tem algo do que se arrepender

O pior de tudo é o inesperado
O mais cruel de tudo não é a morte
O pior de tudo é decepcionar-se
O pior de tudo é doar-se. A quem não merece.

E a vida segue
O dia amanhece
E, algum dia, quem sabe, se esquece
Afinal, seguir em frente não é o objetivo?

O ser humano é intrigante
Personagens redondos não existem
Planejar a vida é uma mentira
As coisas acontecem como elas são

A gente tem que se forte
A gente tem que encarar de frente
Ninguém faz isso pela gente
Então pra quê esperar?

Viver é abrir todo dia uma caixinha de surpresas
Quando você pensa que tem controle de tudo
Quando você acha que pode dominar o mundo
O universo te mostra o seu tamanho

Mas a gente tem é que ser forte
Força, foco e fé
Por mais clichê que seja
Há sempre a certeza de mudança


Mariana Cidade - 11/07/2016

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Antes da prova

A vida vai
A gente fica aqui vivendo
A gente fica aqui morrendo
Mesmo fingindo estar tudo bem

A noite cai
E bate o medo do futuro
Aquilo que te deixa mais inseguro
Vem de novo ficar com você

A gente vai morrendo
O que eu fiz pra nascer?
Se a gente nasce pra morrer
Não faz sentido viver

E a gente vai crescendo
Ainda tenho muito pra aprender
Minha cabeça vai enlouquecer
Eu não sei o que fazer

E eu vou embora
Não sei mais entender o porquê
Qual o objetivo de viver?
Não sei a resposta de nada

Queria viver pra sempre
Família, amigos, animais
Amar a todos como se fossem iguais
Mas que mundo é esse mesmo?

De que adianta ser rico
De que adianta ser pobre
De que adianta querer ser o mellhor
De que adianta perder tempo

A vida é agora
A vida é uma vela
Quando menos se espera
A chama apaga

Mariana Cidade - 01/07/2016 

sábado, 5 de março de 2016

Os pacientes...

Sabe aquelas situações de desenho animado em que o personagem 1 quer aprender a nadar aí vem o personagem 2 e joga o personagem 1 na água pra ele aprender a nadar sozinho? Bem, foi assim que me senti muitas vezes no meu último semestre na faculdade de Medicina (não o último semestre do curso, mas o último semestre que cursei - o quarto semestre).

Eu, que nunca tinha feito uma anamnese nem exame físico na faculdade, da noite pro dia, precisei começar a fazer. E foi aí que aquela frase já tão clichê "quem faz a faculdade é o aluno" começou a fazer sentido na minha cabeça. Começou a fazer sentido porque simplesmente o que o professor ensinava durantes as aulas não era suficiente e nem compatível com o que ele exigia depois.

Eu percebi que pra conseguir examinar os meus pacientes eu ia ter que ir além e pesquisar desde o início, ou seja, desde como tratar/dialogar com o paciente até a investigação de sua enfermidade. Está tudo interligado. Até mesmo porque você não vai estudar uma doença, você vai estudar o paciente. Além disso, tantos exemplos a não serem seguidos! Tantos professores que se dizem médicos mas não são capazes nem de dar um simples "Bom dia, como vai?" ao paciente. Fico imaginando qual o tipo de médico um profissional desse pretende formar com essa conduta.

Meu contato com os meus primeiro pacientes foi algo muito singular para mim. Foi uma mistura de timidez, medo, curiosidade e vontade de ajudar. Ficava imaginando: "Qual a credibilidade que eu, uma estudante do quarto semestre, vou ter pra fazer uma anamnese e exame físico numa pessoa que está internada com dores, doente?", "Em que eu vou acrescentar?". Em muitos momentos me senti um incômodo, mas não sei se o paciente se sentia incomodado.

Então, no mesmo semestre, com a ajuda de uma professora, eu e um grupo de amigos fizemos um trabalho no qual analisamos a percepção do paciente do hospital universitário sobre os estudantes de medicina visitando-os para fins didáticos. O mais surpreendente foi que... a maioria deles não se incomoda! Acham bom porque sentem que estão ajudando a formar o médicos do futuro.

Só sei que a cada dia que passa fico mais apaixonada pela minha futura profissão e não me vejo fazendo outra coisa. Levo os bons professores como inspiração e os professores ruins eu uso como um modelo para não seguir. Rs.

Medicina, temos uma longa jornada juntas pela frente. ;)

Não faz bem.

É engraçado como o ser humano é um ser complexo.
Um dia desses caí de para-quedas em um vídeo sobre relacionamento no YouTube e fui ler os comentáros. Um do comentários me chamou atenção: uma menina cujo namorado não correspondia às suas expectativas e a tratava mal e, mesmo sabendo conscientemente de tudo isso, ela simplesmente não conseguia terminar o relacionamento. Vendo assim de fora, parece tão simples apenas chegar pro garoto e terminar, não?

Mas, bem, não estou aqui para falar sobre o término de relacionamentos amorosos. O que eu andei pensando foi... como nós temos dificuldade de afastar das nossas vidas pessoas e coisas que não nos fazem bem.

Aquele amigo que você tem há muito tempo, muita vezes, simplesmente muda com o passar no tempo e, simplesmente, não é mais seu amigo. Você tenta reanimar a amizade mas nada acontece. E aquilo vai lhe fazendo mal. Mas quem vai querer dar fim a uma amizade de longa data?

A mesma coisa - pelo menos comigo - se aplica à alimentação. Como é difícil para mim não comer besteira! Pizzas, sanduíches, etc. Faz mal, mas não consigo resistir.

Simplesmente existem coisas - muitas - nas vida que não nos fazem bem e nós não conseguimos nos desvencilhar delas. Será medo do que pode acontecer diante da ausência de algo/alguém? Será o medo do desconhecido?

O ser humano é complexo demais pra minha cabeça.